Nova resposta a e-mail de campanha….

Recebi de um candidato e-mail de propaganda e respondi, assim:

Benedito,

Belo discurso

(texto), pena q é só discurso, pois o sistema brasileiro só sua vontade não

conta, só sua iniciativa é a mesma coisa q nada, infelizmente.

No Brasil

depende de maioria, se não houver maioria pensando como vc, esquece, só vai

ficar no pensamento.

Não depende d

vc eleito, ou não, o tomá lá, dá cá entre executivo e parlamento é em todas as

esferas Municipal, Estadual e Federal, i só vc vai mudar isto? Vai ser poderoso

assim, lá adiante, vai acabar com o ganha pão (caviar) do ACM, Maluf, Severino,

Lula…. é o fim do mensalão, dos sangue sugas, tudo numa tacada só….. só vc?

Já passou da

hora d mudanças, demorou……

Pena q não

dependa só d vc, s não agente (eleitores) estávamos feitos, mas como sempre,

como depende da maioria, q está ai p/ roubar e s dar bem, nos estamos bem ferrados,

isto sim, vamos ter agüentar mais quatro (4) anos d Lula, e deste estado de

coisas. Estamos feito idiotas participando desta pilantragem eleitoral, e agora

m aparece vc com este discurso d mudanças e etc. e tal, pior q num é só vc com

a receita certa, vários outros colegas teus tmb estão utilizando deste

expediente, de só ficar na promessa d campanha, pois promete o impossível.

Só vc vai

acabar com tudo, né?

Para mim sua

propaganda política soa mais como mentira política, aquelas velha e falsas promessas,

conheço há muito, antes da minha primeira eleição.

Sim, creio q

eu e outros tantos eleitores gostaríamos de poder votar em políticos honestos,

homens honrados, si é que existe isto em algum país, né…. pelo menos nos

outros países eles fingem bem melhor do que aqui, no Brasil é na cara dura, sem

fingimento como o Lula tá fazendo, só na mentira q não sabia de nada.

No seu próximo

e-mail, tente botar qualquer coisa mais palpável, acreditável!

Esta resposta

vai p/ meu blog em http://spaces.msn.com/members/ricbrsp/!

Abraços,

Aproveitando o tema, vou complementar com texto do Fernando Gabeira (link do blog), q m envia e-mail toda a semana:

Notas

sobre uma semana punk

NO

FUTURE. O slogan do movimento punk dominou esta semana no Brasil. No domingo,

os jornais anunciavam os primeiros movimentos do escândalo da compra do dossiê

contra Serra. E a coluna de Elio Gaspari trazia a informação de que o

presidente Lula falou em fechar o Congresso. Sancho Pança dava um bom

conselho a Dom Quixote: olhe mestre, olhe bem o que está falando.

Por falta de um Sancho Pança, Lula está se confrontando com moinhos de vento

que jogam lama em todas as direções.

Não precisa cortar a mão do Jader Barbalho, como fazem alguns países

muçulmanos. Mas também não precisava beijá-las. Era possível classificar

Suassuna de leal. Mas decente, mestre? Comparar o Newton Cardoso com Pelé?

Tudo isso indicava já um futuro difícil para a reconstrução do vínculo entre

política e sociedade no Brasil. O escândalo do dossiê, coordenado pelo grupo de

inteligência do PT, rompeu uma das pontes estratégicas: a confiança entre

adversários para aprovação de projetos convergentes.

Já no meio do ano passado, o governo nos atendeu quando fizemos uma reunião

secreta com o general Jorge Felix e pedimos a demissão de um petista chamado

Mexerica, que estava alojado no Banco do Brasil com a missão de bisbilhotar

contas. Foi uma operação discreta, graças também ao desinteresse da mídia.

Agora, surge na campanha de Lula um analista de risco que tinha a mesma função

no BB. Se deixou o Banco para espionar em favor do PT, quem

garante que não o fizesse dentro do próprio BB, para obter dados sobre a

oposição?

Pessoalmente, isso não deveria me interessar, pois minha no conta no BB é de

uma entediante monotonia. Mas e o sigilo bancário que deveria proteger a todos?

Estão todos preocupados com a imagem de Lula. Sabia, não sabia, bebeu, não

bebeu. O caso do Banco do Brasil é de mais longo alcance. É uma instituição,

depende da confiança do cliente. Ele não se se define, necessariamente, a

partir dos mesmos elementos de sedução da política.

O grupo no governo parece não ter a mínima idéia de como está minando o futuro,

de como será difícil caminhar nessa terra devastada.

Neste momento, em que escrevo, já sabem de tudo o que aconteceu. Levarão dias

para formular uma versão corrigida, e os detalhes mais escabrosos tentarão

empurrar para depois das eleições.

Como adversário, com uma visão construtiva, o que é possível esperar? A última

vez em que discuti com o ministro Márcio Thomaz Bastos, disse que preferia um

advogado numa carreira reconhecida do que um ministro sob suspeição. Ficou

sentido. Agora está formalmente sob suspeição no TSE.

O único aspecto da imunidade parlamentar que defendo é o direito de expressar

idéias. No entanto, estimulado por Lula, um dirigente de sua campanha pede um

processo contra mim no Supremo. E o ministro Eros Grau acolheu a denúncia, para

escândalo dos juristas conscientes do Brasil.

Em outras palavras: ruiu, nesta semana, a ponte do entendimento. Decidiram saquear

e enfrentar o país, baseados na sua maioria potencial de votos. Como diz a

música: quanto mais pesado vierem, mais pesado sairão.

Nosso limite implica em rejeitar atos ilegais e, firmemente, descartar a

violência. A partir daí, é reunir as crianças e anunciar que vai começar uma

etapa na qual não somos mais donos de nosso futuro.

Acho que eles não matam gente. Há quem afirme o contrário, baseado no caso

Celso Daniel. Mantenho, apesar disso, minha posição de que não ultrapassam esse

limite.

Vão ameaçar com o povo na rua. Dominam entidades, hoje alimentadas por verbas

oficiais, e acreditam que elas possam ser uma correia de transmissão. O povo,

às vezes, decide mandar para o ar burocratas e suas organizações. A Hungria,

por exemplo, já começou a caça aos mentirosos.

Embora não seja uma guerra, de um ponto de vista formal muitos elementos dela

estão em jogo. Não dá mais para conviver fraternalmente com cineastas que

justificam o mensalão, escritoras que propõem a imoralidade e atores que

atribuem às "Mãos Sujas" de Sartre um sinal verde para desviar

dinheiro público.

Essas pessoas são cúmplices de uma quadrilha que domina o governo brasileiro.

São peixes do mar de lama. Em vez de revidarem com a sabedoria de Sancho Pança,

empurram seus Quixotes para dias imprevisíveis.

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Sobre ricbrsp

Nascido em Lins/SP, criado na Capital paulista, formado advogado pela Unb (Brasília-DF), é autônomo em sampa, divorciado, vive com seus filhos. Ocupando meu espaço na web.
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Uma resposta para Nova resposta a e-mail de campanha….

  1. ALEX 1 disse:

    HOLA QUERIDO AMIGO…DESDE LA ARGENTINA TE SALUDO Y AGRADEZCO EL HABER VISITADO MI SPACE…
     
    UN ABRAZO
    ALEX

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