Dia da consciência negra, 20/nov.

   

Neste dia 20 de novembro, segunda-feira, será comemorado pela primeira vez em minha cidade (SP) o dia da consciência negra.
Esta data é em homenagem a Zumbi dos Palmares, que foi adotada o dia de seu falecimento.
A lei que criou esta data preconceituosa, ao meu ver, imagino que fundamentou a necessidade do apoio a esta minoria prejudicada e por isto a necessidade da mesma.
Mas a realidade é bem outra como informa o próprio Estado através do Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, que em seu site divulgou que:
O Estado de São Paulo contava, em 2005, com a maior população negra do país:  aproximadamente 12,5 milhões de pessoas de raça/cor preta ou parda, correspondendo a 31% dos habitantes, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, do IBGE.
De acordo com o Censo Demográfico de 2000, a maior proporção de negros residia na Região Metropolitana da Baixada Santista (34,8% de sua população, aproximadamente 514 mil pessoas), seguida pela Região Metropolitana de São Paulo (32,1%, 5,7 milhões de pessoas), e a Região Administrativa de Registro (32%, aproximadamente 85 mil pessoas).
Em 2000, dos 10 milhões de pessoas residentes no Município de São Paulo, 30,3% se declararam pardos e pretos.
Em relação aos indicadores de mortalidade (óbitos por 100.000 habitantes), as causas externas são as que mais levam ao óbito o grupo etário de 10 a 24 anos, em que os homicídios se destacam, com taxas de 60,5 óbitos para os brancos e 120,0 para os negros. A taxa de óbito total dos homens negros dessa faixa etária (198,7) é 33% maior que a dos brancos (149,4).
As mulheres de todas as faixas etárias morrem muito menos do que os homens em decorrência de causas externas. Chama a atenção, no entanto, a mortalidade feminina na faixa etária de 10 a 24 anos: 58% dos óbitos entre negras foram provocados por homicídios e 71% entre brancas por acidentes de trânsito.
Consulte aqui a íntegra dos estudos sobre população e mortalidade, e tabelas com dados de população para regiões administrativas e seus municípios e distritos da Capital.
 
Pelo visto não se trata de minoria, e sim de maioria absoluta!
Mas vim puxar este tema para desenvolver outro pensamento.
Oras se há dia p/ comemorar os negros, necessariamente e obrigatoriamente deveríamos, também, comemorar o dia dos Gays, das crianças Aidéticas, das vítimas da violência urbana, bem como o oposto ao negros, pois trata-se de minoria que padece de forte preconceito, q são os “Skin Heads”, que cultuam o preconceito contra negros, nordestinos, gays e etc., e que são violentos em seu preconceito, chegando a matar várias pessoas por conta disto, e por isto são descriminados, naturalmente pela sociedade brasileira.
Eu por exemplo iria ficar apavorado ao me deparar com um grupo de “skin heads” no meio da Praça da Republica a noite, onde já houve uma morte de nordestino.
Especificamente neste sentido tenho forte preconceito contra eles, como também dos que cultuam os mesmo preconceitos, acreditando piamente que os brancos (raça), são melhores que todas as demais etnias, e que odeiam pretos e pardos, a exemplo da KKK dos EUA.
Outra minoria que sempre padeceu de preconceito mundial, antes do Brasil ser descoberto em 1500, antes da escravidão no mundo, foram as prostitutas, discriminadas, desdos tempos bíblicos, onde eram apedrejadas, e continuam a sofres tal preconceito, tanto que é palavrão em todos os países do globo, o xingamento seu filho da p….
A mesma lógica legislativa que criou esta data discriminatória e segregacional, deveria, também, comemorar outras minorias, como as que exemplificam acima, e outra tantas, até por medida de justiça social.
A lei que criou o dia da consciência negra, ter caráter eminentemente preconceituoso, contra as demais raças.
Privilegiando uma em detrimento das demais etnias do Brasil.
Por que não homenagear os índios brasileiros mortos em conflitos!
Os sem teto, os com teto, os descamizados, as crianças mortas pela fome, pela seca, só fazer a lembranças dos preconceituosos da raça negra, q discrimina o restante da população brasileira.
A mesma coisa penso sobre a cota racial (negra) nas universidades, por q não de outras etnias, amarelos, calvos, caucasianos, índios.
Até índio tem q prestar vestibular, mas negro é agraciado pela lei absurda e discriminatória, fazendo diferenças entre as raças, isto sim q é preconceito, o q distingue, o que separa, o que privilegia uns em detrimento de outros tantos.
No Brasil o racismo contra o negro é light, é camuflado, nos enganamos quanto a isto negando sua existência! Ela existe, mas não serão estas medidas que faz separação, q vai unir.
Preconceito não some por causa de uma lei, se tem causas sociais e culturais.
O legislador imaginou que um decreto vai estripar isto de nossa cultura o racismo!
Que uma lei vai alterar o conteúdo cultural de um povo!!!???
Ambas as leis são racistas, pois faz discriminação entre raças, privilegiando somente a negra, e as demais?

 

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Sobre ricbrsp

Nascido em Lins/SP, criado na Capital paulista, formado advogado pela Unb (Brasília-DF), é autônomo em sampa, divorciado, vive com seus filhos. Ocupando meu espaço na web.
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5 respostas para Dia da consciência negra, 20/nov.

  1. Pingback: Racismo (etnocentrismo), intolerância racial, cotas racial nas universisades brasileiras, STF. | Vitrine virtual RicBrSp – vai jogar pedras p/ lá!

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  3. Mariana disse:

    Olá…
     
    adorei visitar seu space, pois de uns dias pra cá tenho estado muito atarefada com o estágio e por isso memso meu tempo tempo se resumido as coisas pertinentes a faculdade… mas de mameira alguma esqueci-me da comemoração do \’Dia da Consciência Negra\’ tão bem elucidado por seu post…
     
    Tenha uma boa semana…
     
    Até mais ver!
     
    Mariana
     
    P.S.: Não deixe de vir me visitar…

    • ricbrsp disse:

      Obrigado pela visita Mariana, volte sempre, e participe comentando as postagens.
      Não tenho nada contra os negros, bem como, contra o “dia da Consciência Negra”, só acho q ter data é uma forma de racismo, não deixar esquecer ás diferenças raciais.

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