Termino da concessão pública da Radio Caracas Televisão (RCTV)!

Recebi via e-mail um material muito bom contando o outro lado da estória sobre a RCTV da Venezuela, que Hugo Chaves não renovou a concessão de radio difusão:
 
RCTV e o golpe – de abril de 2002 –  na Venezuela
 
27/05/2007 —
 
Termina, neste domingo, o contrato de concessão de um dos principais representantes da oligarquia privada da mídia venezuelana – Radio Caracas Televisão (RCTV) – que participou ativamente no golpe militar – frustrado pela decidida ação popular – de abril de 2002, apoiado pelo governo dos EUA e por vários órgãos da mídia brasileira. Em reunião com o efêmero chefe do governo golpista, Carmona, os magnatas dos monopólios privados – entre eles Marcel Granier, proprietário de RCTV – disseram que podiam “garantir o apoio da mídia”.

Um apoio que foi muito mais do que isso: a mídia privada foi o grande incitador do golpe, deu toda cobertura à derrubada do governo legitimamente eleito pelo povo venezuelano, deu ampla cobertura ao congraçamento dos golpistas no palácio presidencial e suspendeu qualquer cobertura, substituída por desenhos animados dos EUA, quando o povo entrou em cena e restituiu o poder ao presidente que havia democraticamente eleito.

 
Não há como negar que a RCTV foi uma das protagonistas do golpe que, em 12 de abril de 2002, tirou por 24 horas Hugo Chávez do poder. É público e notório que os canais privados de TV, com a Venevizión de Gustavo Cisneros à frente, desrespeitaram todas as normas básicas do bom jornalismo ao entrar, em pool, de cabeça no movimento para derrubar o presidente da República.

‘Na manhã do dia 12 de abril, depois de uma reunião dos diretores do canal, chegaram instruções que proibiam a veiculação de informações relativas a Chávez, seu paradeiro, seus seguidores, seus parlamentares. A ordem foi clara: tirem o chavismo da tela’. Essa é uma das histórias que Andrés Izarra, gerente de produção da RCTV em 2002, e hoje presidente da Telesur, conta no livro ‘Chávez e

os meios de comunicação social’.

 
Os golpistas riam e gargalhavam na RCTV revelando como o golpe midiático foi tramado com a participação direta e a cumplicidade de todos os canais privados da oligarquia pró-imperialista.

Agora, Marcel Granier, proprietário de RCTV –  vem a público mentir que não foi ao Palácio de Miraflores para celebrar e avalizar a ‘posse’ do golpista e ex-chefe da patronal Câmara de Comércio, Pedro Carmona Stanga.

Assista vídeos relacionados:
 
*RCTV auspicia marcha opositora y construye golpe mediatico
 
*Marcel Granier y el golpe de estado
 
*Sapene miente: dice que Granier no estuvo en Miraflores
 
*Marcel Granier dijo sí estuvo en Miraflores

 


 
Venezuela — 12 de abril 2002  – Para lembrança e registro —

 
12 de abril 2002Golpistas assumem o governo, povo pede a volta de Chávez
 
1 – Pedro Carmona Estanga assume comando do golpe

http://www.youtube.com/watch?v=7n3SamkYq8U&mode=related&search=

 
2- Videos del Golpe: Carmona autojuramentado
 
3 – Videos documentários em torno do golpe
 
 


Sent: Saturday, May 26, 2007 10:29 PM
Subject: Jornalista fajuto da RCTV gravou em casa vídeo que deflagrou golpe na Venezuela

O sargento do Exército morto na explosão acidental da bomba que seria detonada na comemoração do 1° de maio de 1981 no Rio Centro

Aqui, como lá…
Chora, chora Globo. Globo, Globo chora. Chora, chora Globo que tua hora vai chegar…
_____________________________________________
Enviada em: sábado, 26 de maio de 2007 22:29
 
From: Alyda
From: Alexandre
Jornalista fajuto da RCTV gravou em casa vídeo que deflagrou golpe na Venezuela; veja aqui


Napoléon Bravo é o nome dele.

Uma ave de mau agouro.

No Brasil seria um corvo, equivalente ao… deixa pra lá.

A TV Viomundo oferece a você vídeos imperdíveis da Venezuela.

O meu preferido é o que foi ao ar no dia seguinte ao golpe que tirou Hugo Chávez do poder.

‘Jornalistas’, ‘comentaristas’ e golpistas contam como tudo aconteceu, na maior cara-de-pau, sem saber que Chávez voltaria ao Palácio Miraflores horas depois.

A emissora golpista RCTV sai do ar no próximo domingo.

Eu tinha lá minhas restrições ao processo, mas diante do que tenho visto na mídia corporativa agora digo que a emissora golpista já vai tarde.

Fazer oposição a um governo é uma coisa.

Fazer campanha para derrubá-lo é outra.

E durante seis anos.

Que sirva de exemplo para os barões da mídia de todo o continente, que usam concessões públicas para extorquir favores de governos.

O vídeo cômico está aqui:

http://www.youtube.com/view_play_list?p=DB51597A34FF6E89 

Napoléon Bravo foi co-partícipe do golpe.

Foi na casa dele a gravação do vídeo de um general que pediu a renúncia de Chávez, levando o presidente venezuelano a permanecer em Caracas – era esse o objetivo dos golpistas.

Será que ele fez isso sem que o dono da RCTV soubesse?

Até domingo a mídia brasileira vai chorar lágrimas de crocodilo pela RCTV, repetindo as mentiras, omitindo informações, deturpando fatos.

E os observadores da imprensa?

‘Esta decisão só pode ser vista como uma estratégia de controle e um abuso de poder’, disse Ewald Scharfenberg, diretor do Instituto para Imprensa e Sociedade, em janeiro de 2007.

Ele foi ouvido por Deus e todo o mundo sobre o caso RCTV.

Se você é leitor regular deste site, sabe que o Viomundo desmascarou Scharfenberg aqui mesmo, revelando que o instituto dele recebeu pagamentos regulares de dinheiro público americano.

E não foi o único.

Está tudo documentado, a partir de papéis oficiais do governo americano obtidos através do Freedom of Information Act.

Se você quer ver, procure aqui:

http://www.vcrisis.com/index-USAID2.html

__._,_.___


Enviada em: sexta-feira, 25 de maio de 2007 12:07
Assunto:  RCTVs tupiniquins
 
Quem tem rabo de palha…
 
RCTVs tupiniquins
 
Eduardo Guimarães
 
  Na antevéspera do fim que o governo venezuelano colocará, definitivamente, no funcionamento da emissora RCTV (uma espécie de TV Globo da Venezuela), valendo-se, exclusivamente, da constituição venezuelana – que, a exemplo da brasileira, determina que canais de rádio e de televisão são concessões públicas -, a Folha, a exemplo do que faz o resto da grande mídia brasileira, publica, sem permitir contraponto, o editorial ‘Ditador em obras’, no qual acusa o presidente Hugo Chávez de estar empreendendo uma escalada ‘ditatorial’ por conta de, entre outros motivos, negar a renovação da concessão da emissora.
 
  O editorial reconhece, em certo e fugaz ponto, que ‘a oposição’ venezuelana, inspirada pelo governo americano, ‘em 2002 já havia enveredado pelo atalho do golpismo (…) deslegitimando-se à época como pólo alternativo de poder e vitimizando um presidente então fragilizado’. A Folha só não diz que a ‘oposição’ a que se refere incluía – e inclui – a mídia. A prova disso pode ser encontrada no site de vídeos You Tube. Basta procurar lá a reprodução de um programa da RCTV apresentado logo depois da tentativa de golpe contra Chávez em 2002. O vídeo mostra a RCTV confessando no ar sua participação na articulação do golpe.
 
  Quero ressaltar que é peculiar o editorial em questão dizer que Chávez encontrava-se ‘fragilizado’ – por certo, o texto quis dizer fragilizado politicamente -, porque a verdade é outra. Era enorme o apoio que o presidente tinha – e continua tendo – entre os venezuelanos. Esse apoio era tanto que derrotou o movimento golpista. Logo após o golpe, um contingente espantoso de venezuelanos cercou o palácio presidencial de Miraflores e exigiu que os golpistas devolvessem o presidente que haviam seqüestrado. A massa humana que desceu dos morros que circundam Caracas foi tão impressionante que os golpistas, cuja primeira medida tinha sido fechar o Congresso, fugiram como coelhos assustados.
 
  Também é peculiar a forma usada pela Folha para contar os fatos aos seus leitores. O jornal afirma que a RCTV é – ou era, para quem vier a ler este texto depois do último domingo de maio – ‘a última emissora com transmissão nacional que ainda se pautava pela independência em relação ao governo, uma vez que as outras duas grandes TVs privadas – a Venevisión, de Gustavo Cisneros, e a Televén – reformularam sua linha editorial e hoje operam como dóceis instrumentos do chavismo’.
 
  Quem, como eu, já esteve na Venezuela ou tem contatos de alguma espécie com o país, sabe que não é verdade o que diz a Folha. A imprensa venezuelana é totalmente livre. Inclusive as TVs. No dia em que escrevo, o jornal caraquenho ‘El Universal’, por exemplo, que é um dos maiores da Venezuela, publica editorial e vários artigos sobre o fechamento da RCTV que guardam enorme similaridade com o discurso da Folha, apesar de serem textos característicos da imprensa venezuelana – mais virulentos, ressentidos e pregadores do mesmo ‘golpismo’ a que aludiu o jornal brasileiro. Além disso, reinam absolutos, sem qualquer contraponto, no espaço contíguo. Como na imprensa brasileira.
 
  O articulista do ‘El Universal’ Agustin Blanco Muñoz, por exemplo, critica hoje (25/5) que a RCTV tenha tentado reverter a cassação de sua concessão ‘através da lei’, e repercute uma pergunta única que diz estar recebendo de seus leitores sobre como derrubar ‘o regime’. Vejam que a elite venezuelana busca ‘soluções’ para se livrar de Chávez fora do instituto democrático do voto, pois sabe que é minoria e não tem como derrotar o atual governo nas urnas.
 
  O leitor da Folha e do resto da grande imprensa brasileira, bem como o telespectador da Globo e de tantas outras TVs e rádios, estará mal informado se não buscar fontes alternativas de informação. Ignora e continuará ignorando que a RCTV não está tendo sua concessão cassada por se opor a Chávez ou por se alinhar à oposição a ele. A emissora venezuelana será extinta no próximo domingo porque integrou o movimento golpista que seqüestrou o presidente constitucional da Venezuela. E há provas disso que podem ser colhidas aqui mesmo no Brasil, graças ao instrumento magnífico que é a internet.
 
  A mídia latino-americana, conservadora e de direita, ao mentir e omitir fatos e ao tentar manipular as classes mais empobrecidas para que votem de acordo com seus interesses, ignora que, diferentemente do passado, não há mais monopólio da informação. Por isso, textos mentirosos como o da Folha podem ser desmascarados por um único cidadão como eu em textos postados na internet, e esses textos podem se espalhar pelo país e pelo mundo em questão de minutos. Por isso as elites conservadoras e golpistas estão perdendo o controle de tantos países latino-americanos.
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Sobre ricbrsp

Nascido em Lins/SP, criado na Capital paulista, formado advogado pela Unb (Brasília-DF), é autônomo em sampa, divorciado, vive com seus filhos. Ocupando meu espaço na web.
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Uma resposta para Termino da concessão pública da Radio Caracas Televisão (RCTV)!

  1. M. F. disse:

    Menino, isso tá muito lonnnnnnngooo, não esqueça que estamos lendo na tela…Realmente é imperdoável a Globo,  deveria ela estar pressionando pra detonar essa cambada que está aí.bjks

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